sexta-feira, 18 de maio de 2018

Futebol, violência e liderança




Sonalini Khetrapal


[Secção desabafos sobre futebol, violência e liderança] Os últimos dias em Portugal têm sido marcados de forma mais vincada pelo apogeu de desumanidade na relação humana: a violência física e psicológica num clube de futebol. A violência na realidade futebolística infelizmente não é novidade. A ânsia de ganhar a todo o custo o poder tem levado à corrupção e ao desejo de poder, pelos vistos, a todo o custo. O presidente que dirige esse clube está a gerir a tensão da pior forma. Qualquer pessoa que esteja em posição de liderança tem responsabilidades diante das decisões que toma. Infelizmente, o poder assume proporções desmedidas para quem tem a sua escala de valores alterada. Um líder que não pensa no outro, entendendo-se esse outro como um indivíduo ou um grupo, mas em si mesma, mas em si, passa a ser um ditador. O líder, seja ele político, social ou religioso, carrega em si o simbólico peso de modelo, de testemunho, de alguém a quem seguir. As primeiras figuras simbólicas de liderança são os pais e as mães. No entanto, as de responsável, político, social (desportivo, por exemplo) ou religioso, têm um peso muito grande diante do grupo a seu cargo. Se incita à violência, mesmo que seja aparentemente apenas nas palavras, esta surgirá também fisicamente. Isso pode ser em Campo, como fora dele. A situação é grave pela realidade concreta da violência propriamente dita e pelo carácter simbólico que a mesma significa, e, a meu ver, é resultado de contínua falta de educação e formação no respeito ao outro. O líder que se torna insensível, cego e surdo à realidade concreta, passa a ser um ditador. Mais ou menos encapotado, mas um ditador. E em ditadura há desonestidade intelectual e moral alimentadas por poder desmedido, que apenas levam à violência. Parece que em Portugal há dificuldade em assumir as consequências quando acontece algo negativo. Os efeitos são devastadores, sobretudo nesse perigoso caminho que leva a violência. Quando se perde a credibilidade, a solução de honra e mínimo de sensatez é a da demissão do cargo, pelo bem a instituição e das pessoas de bem que continuam a acreditar nessa instituição, assumindo as responsabilidades e consequências inerentes à má liderança.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista à Agência Ecclesia




[Secção “Deus como Tu”] Aqui partilho a entrevista à Agência Ecclesia, feita por Paulo Rocha, na Conferência Episcopal Portuguesa.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Deus como Tu - Braga (e 2.ª edição)



Ana Oliveira



Andreia Costa

[Secção “Deus como Tu”] É sempre bom voltar ao CAB. Voltei e, desta vez, foi especial. Agradeço muito a amizade de Bruna Pereira e Luís Pimenta Lopes, que comigo estiveram à conversa, e que boa foi, na apresentação de “Deus como Tu”, como a de Rita Fernandes, directora do CAB, e de todos os Amigos (até de Paris) presentes, enchendo a casa. “Avassalador” é o sentimento que me acompanha com tudo, em especial com os ecos que me chegam sobre o livro, em especial das boas interrogações e aproximações a Deus. Ainda mais quando, pouco antes da apresentação, a Liliana Valpaços, da Matéria Prima, me dá a boa surpresa: em menos de um mês depois de estar à venda, a 2.ª edição está a ser impressa. “Senhor, que eu seja terra fecunda ao teu serviço.”


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Breve oração




[Breve oração ao anoitecer] 

Agradeço-Te os milagres de cada Educador(a) 
que, apesar de todas as sombras, ama e serve. 

domingo, 13 de maio de 2018

Comunicar, testemunhar e anunciar



[Secção pensamentos soltos sobre coisas na vida de um padre] Começo por agradecer todas as manifestações de carinho que tenho recebido nestes dias. Tendo em conta os ecos, a minha oração, e em especial hoje, tem andado à volta do comunicar, de ser testemunho e anúncio da Vida de Deus, como nos desafiam as leituras da Ascensão. Parece-me que só é possível comunicar com verdade aquilo que se vive não apenas de cabeça ou de coração, mas de corpo inteiro. É um desafio constante, sabendo que quanto mais público mais me sinto à busca da coerência e profunda autenticidade. No fundo, é o desafio de saber(mos) viver a medida justa, sem sub nem sobre-valorização, detectando as tentações que desviam do essencial. Isto seja a pensar tanto na reportagem da passada quinta-feira, que agora publico, como no caminho de expansão que “Deus como Tu” está a seguir. Por tudo isto, ainda hoje dizia “a homilia também é para mim”. Aqui ficam algumas coisas que preguei: somos convidados a olhar, nem para o alto, nem para o baixo, mas para a frente, reparando que não há na dignidade nem melhores, nem piores, todos somos iguais no Corpo que é o próprio Cristo. Ele, a nós, ama-nos sem interrupção de comunicação. Agora depende de nós se abrimos ou fechamos esses canais de relação, que ajudam a curar, a salvar, a viver plenamente. E que seja sempre em Verdade, em autenticidade, em profundo amor que não se cansa de dar vida.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

2.º lugar de vendas na Wook





[Secção "Deus como tu"] Liga-me a minha querida editora, Liliana Valpaços: "Já viste o facebook?" Vou espreitar a página de lá da Matéria-Prima Edições e eis que vejo "Deus como Tu" no segundo lugar de vendas na Wook. Haja aproximação da fé. Sou e estou feliz! 

Profissionais... com Corpo




Daniela Ferreira
[Coisas na vida de um padre] Workshop “Profissionais... com Corpo”, para alunos do ensino Profissional. Ir ao básico: conhecer em corpo que somos. No final: “Stôr, gostava de repetir”, dito por todos.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Esta noite...






[Coisas na vida de um padre] Fechar bagageiras no Airbus 330 da TAP. Será que estou a fazer refrescamento para voltar a voar? Para mais informações, ver hoje o Jornal da Noite na SIC.