quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ignorância



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Uma das grandes inimigas da humanidade é a ignorância, em particular a do respeito e da dignidade. Pode haver muito saber acumulado e muitos livros lidos, estudos feitos, situados no tão louvado córtex cerebral. Se não desce ao coração, às mãos, pés, entranhas, fica-se com o conhecimento que é refinadamente mortal: “Eu sei, tu não, logo és inferior”. Surge a violência psicológica, física, intelectual, afectiva… e a sensação de que, afinal, os eruditos também vomitam. Então, mais vale ficar no “não-saber”. Engano… o segredo está em saber usar o conhecimento de mão dada com a experiência, impedindo que a cultura e humanidade sejam desvalorizadas. 

Santo Afonso Rodrigues,sj [1532-1617]




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“Já vou Senhor(a)!”: Resposta do Irmão Afonso Rodrigues, porteiro do Colégio dos jesuítas em Palma de Maiorca, quando alguém batia à porta. A sua ternura e presença de Deus levava a que os gestos simples fossem carregados de sentido e cada pessoa era vista como rosto divino. É o Santo padroeiro dos Irmãos na Companhia. Hoje recordo-os com carinho, nessa vocação tão especial e necessária para nos lembrar que o serviço generoso e gratuito é um dos pilares da vida religiosa. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

[In]Gratidão



Ivan Tereschenko

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Esta noite senti-me um profundo ingrato [o sentimento, obviamente, não caiu de pára-quedas]. Adormeci com esse sentimento e, há pouco, na oração agradeci, agradeci, agradeci e agradeci. Do pormenor do cheiro a amaciador dos lençóis (ridículo, quase), ao facto de estar vivo. Agradeci a fé e o que ela faz comigo e de a vida, ou a conversão, ou sei lá, me ajudar a ser alguém em quem confiar. Agradeci o poder saborear o silêncio sem ter pesadelos. Agradeci o poder fazer uma crítica sem a ameaça da tortura e da morte. Agradeci o não ter medo, nem vergonha, de pedir abraços quando deles preciso.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Disponibilidade idolatrizada [ou saber dizer "não"]



Duane Michals

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Numa formação sobre acompanhamento espiritual, ouvi: “Às vezes é preciso atenção à disponibilidade. Na vida religiosa [e não só] encontramos muita ‘disponibilidade idolatrizada’(...)”. Boinggg. Fiquei a pensar naquilo e é mesmo. Saber dizer não, quando é de se dizer não, é uma qualidade e até uma forma de respeito pelo serviço ao outro. Algumas amarguras também entram pelo cansaço. Se “o que será que vão pensar de mim?” ganha espaço, o bom serviço que se pode prestar fica reduzido à “descarga de consciência”. Há situações em que a quantidade é inimiga da qualidade.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

[Dar graças]




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Depois de dois dias de encontro de jesuítas em formação em França {+/- 80 de muitas nacionalidades}, regresso a casa, releio as mensagens que me deixaram e sinto-me verdadeiramente agradecido. Não me vou armar em falso modesto: sei que toco as pessoas, com o que partilho, escrevo. Mas, através do que recebi (vou responder com calma), apercebo-me ainda mais do bem que tenho feito e fico com a sensação de: “keep going!” Com humildade... reconhecendo que é Deus que me empurra em vocês. Um dar graças de forma muito especial pelas vossa presença na minha vida. E sou feliz!


sábado, 26 de outubro de 2013

A agradecer os 33 e a receber os 34!


video


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Tenho muito a agradecer ao ano que passou. Os 33 têm aquele sentido especial da entrega... e foi o ano que me tornei diácono. Então, que tal começar a celebrar de forma diferente? Já que estou em Paris, fui ver a Torre a brilhar. Assim foi. À meia-noite dá-se a “explosão” de brilho. Agradeci a vida a Deus, rezei pelos meus pais e amigos, bebi uma Coca-Cola, enquanto recebia mensagens da melhor amiga. Sim, gosto de celebrar a Vida... em e com beleza.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Criar [Maternidade e Paternidade]



"Mãe Maria, com Filho Paulo a caminho" por Pai José

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O ser humano é chamado a criar. Nos diferentes níveis de maternidade e paternidade, acontece o dar algo ao outro: a vida (biológica, afectiva, intelectual, artística, espiritual, social, legal). Uns são chamados a contribuir em todas, outros de modo específico nalguma, mesmo quando não se apercebe. Há momentos difíceis, surgindo o cansaço, outros, de uma facilidade impressionante. Ninguém fica de fora da beleza da criação. Também daí a importância de celebrar a Vida. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Vaca em Paris



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E pronto”s”, assim como quem não quer a coisa, quando menos se espera, sei lá, uma pessoa anda por Paris e encontra uma vaca no meio da rua. Não foi bem no meio, mas à porta de um restaurante. Qual vacas chiques!! Surpresas, digamos... surpresas! ;)

Lista mental de pessoas




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Sou dos que gosta de fazer anos. Nos dias que antecedem, vivo a boa nostalgia, deixando que as recordações circulem nos pensamentos soltos. Recordo situações, pessoas. Numa das minhas “pancas” acabei por fazer uma lista mental com nomes ou rostos com quem me cruzei... aquela sensação de “UAU!”. Também sou/somos o “tu”. Estabelece-se a relação. A tendência é ficar-se por “quem agradou”, contudo pode haver discordância, não gostar de, não haver a química ou a física. Seja como for, nos seus diferentes graus de importância, a personalidade vai-se marcando pelos encontros. E do “tu” passa-se para o “nós”. 


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A queda do deus-comércio!



Martin Klimas

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A queda do deus-comércio! Tinha 17 anos. Era tal o sonho de ser veterinário que prometi ir cada sábado, ao longo do 12.º ano, pôr uma rosa branca na capela do Santíssimo da Igreja Matriz de Portimão. Punha a rosa, rezava um Pai-nosso e dizia: “Senhor, se eu entrar em veterinária em Lisboa, virei aqui com um ramo de 17 rosas (a minha idade), como agradecimento!” Chegou o dia e: “Não colocado”. Foi uma grande sensação de frustração [deixo para outro post]. Nessa tarde, voltei à Igreja: “Como sabes, não entrei. Mas trago-te uma rosa. Agradeço-te a vida. Simplesmente, nada mais”. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

essejota [renovado]





O www.essejota.net tem nova cara. Renovou-se, tornando-se mais acessível. Continua uma boa ajuda à reflexão, ou na busca de material de apoio à oração ou alguma actividade a organizar. Neste novo rosto, em cada dia surge algo novo numa das secções. Quem se registar, receberá no final de cada semana o que foi actualizado. Vale a pena demorar-se por lá... Boa viagem! 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Entre não crenças



Chris Arnade

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Tenho encontrado pessoas que me dizem não acreditar em Deus. Depois de algum tempo de conversa, em que também saímos da temática mais religiosa e falam-me da vida em concreto, por dentro começo a sentir-me a ficar pequeno. Eu que acredito em Deus, ao escutá-las, fico impressionado com a força, a vitalidade e a capacidade de entrega humana que têm, e que por vezes me falta. Nos regressos, depois dessas conversas, rezo por elas, não para que passem a acreditar em Deus, mas para que não percam a paciência e a força que as impele à entrega. As crenças, essas, ganharão a configuração possível e permitida... com o respeito pelas histórias e tempos. 

domingo, 20 de outubro de 2013

[oração]



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Por vezes rezo mal. Outras limito-me a “ler” a Liturgia. Também há dias que nenhuma palavra me ajuda naquele momento. Gosto do silêncio. Mas já pedi ajuda à música e à poesia. Há tempos de grande consolação, outros de vazio tremendo. Apetece perguntar, ou gritar a Deus: “Onde estás?” Percebo que ainda busco o aconchego de criança e Deus... Deus pede-me para ser adulto. Nesse instante, só com a vela acesa, sinto o movimento do respirar e confio, abandonando a “regra”, deixo-me ser... só Ele e eu. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

38 anos [de sim partilhado]



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38 anos: celebram a minha Maria e o meu José de vida partilhada. Na mão entrelaçada há sempre aquele momento em que o dar e o receber se fundem. O tal passar a ser “uma só carne” que leva à paciência, ao sorriso em conjunto, ou o silêncio das lágrimas de incompreensão. É a complexidade da relação. Como não agradecer este dia? É a minha história também. Sei que a minha decisão de vida ainda custa. Mas, com humildade o digo, se ajudo outros a serem felizes é também graças a este dia e à vossa decisão de dizer “sim” um ao outro, diante de Deus. Queridos Mãe e Pai, gosto muito de vocês. Com carinho, um beijo e um Abraço, Filho. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Médio Oriente



Reuters

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Acabo de chegar de uma oração pela paz no Médio Oriente. Moro com um companheiro do Líbano. A sua terra situa-se na fronteira com a Síria. Uma coisa é ouvir/ler as notícias, outras é escutá-las de alguém que conhece e sente aquelas terras. Houve momentos de silêncio e de orações em árabe. Também de preces. Pediram-me para ler uma intenção. Calhou-me rezar por todos os que estão reféns ou detidos... em particular pelo jesuíta desaparecido Paolo Dall’Oglio, que tanto fez pela paz naquela região.

Viver humanamente



Fotograma de "Baraka" de Ron Fricke

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Viver humanamente. Talvez seja o desafio da actualidade: viver humanamente sem super-heroísmo. Nestes posts resumo o que observo e leio no quotidiano, ou nas entrelinhas. Banalidades, por vezes. Mas, por exemplo, aquele euro e picos, quanto custou o bilhete de metro, fez-me escutar rostos e situações que me obrigaram a sair daquele pensar tão arrumado e certo. Quando mais instável nessa intelectualidade, mais confirmado na fé pequenina e com vontade de fazer outro tipo de reflexão. Hoje rezava e pensava que a diferença que tanto se anseia também reside na normalidade. É isso, viver humanamente... até mesmo o que é religioso. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Hope



Valerio Loi

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Talvez sejam necessárias umas boas doses extra para muitas famílias portuguesas nos próximos tempos. Sobretudo depois de ouvir alguns anúncios ministeriais.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Abraço [a gay] e Igreja



Fotograma de "Pina" de Wim Wenders

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Ontem, em conversa sobre Igreja, uma das pessoas comentou: “Lá não há espaço para mim!”. Perguntei porquê. Respondeu: “Tenho fé, acredito em Deus, mas sou gay”. E deu alguns exemplos sobre alguns encontros... e palavras que ouviu de alguns membros eclesiais. De modo que não era a frase cliché que rapidamente pode sair. Apeteceu-me dar um grito de revolta. Quanto mais rezo e mergulho no Evangelho, mais encontro a certeza de que para Deus não há pessoas reprováveis, mas, sim, atitudes. Algumas vêm dos que “se limpam por fora e que por dentro estão cheios de roubo e maldades” (Cf. Lc 11,41). Depois de escutá-lo, levantei-me e disse: “Também sou Igreja, uma pequena pedra, com falhas e nada polida, mas sou. No que me toca, permites-me dar-te um abraço?”.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Obras [in]acabadas



Jordan Matter

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Não há obras acabadas. Podem estar preparadas para se apresentar a público, prontas para ser desveladas... mas não acabadas. O interessante na criação é também isso: não se acaba. Aquele momento sublime não é quando se atinge a perfeição, mas a transformação que foi acontecendo, de forma clara ou mais subtil, que leva à entrega. O bailarino continua a obra do coreógrafo, o público continua na sua vida o movimento daquela dança que desperta outros sonhos. Se se permite a conversão de coração, a obra da vida, no quotidiano, está em bom curso.

domingo, 13 de outubro de 2013

Notre Dame de Fátima



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Como belo “tuga emigra” em Paris, ontem e hoje fui ao “Sanctuaire de Notre-Dame de Fátima” celebrar o 12 e o 13 de Outubro. Tal como em Fátima, a diversidade de gente mexeu-me com as entranhas, fazendo-me emocionar: portugueses, africanos (Angola, Cabo Verde e Moçambique) e indianos (provavelmente de Goa). A fé que une culturas tão diferentes. Há pouco, depois da Missa, sentei-me um pouco a rezar diante da imagem de N. Sra. Por detrás de mim estava uma rapariga a rezar o terço: uma dezena rezava num dialecto índio, outra em português. Pensei para mim: “sim, a unidade faz-se na diversidade que dá cor e tonalidade à fé”. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Espelho



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Ontem falei do espelho do meu quarto. Tem o seu quê de mágico. Há momentos em que me sinto um rei, enquanto vejo o reflexo. De noite, com a pequena vela acesa, fico à espera que do outro lado surja algum ser da Fantasia. Tal como ontem, não resisto a dançar ou fazer macacadas e caretas diante deste espelho. Outros momentos há que completamente despido me sinto, ora frágil, ora eu, tal qual sou. Sem mais, percebo que os espelhos, bem vividos, traduzem verdades... por isso gosto tanto de rostos, das suas expressões.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Depression moment? No way!!




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A tarde está cinzenta e fria. “Depression moment? No way!!” Música no máximo: cor e calor no movimento. E, aproveitando o meu mega espelho do quarto... “dance, dance, dance”. Depois, voltarei às leituras. É isto! ;)

[Sei que é um post sem grande interesse, a tender para o egocentrado... mas também há esta normalidade em mim.] ;)


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Sem pressa de chegar ao pecado



amy friend

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Tenho dificuldade em ver logo pecado no mal que alguém tenha feito. Não que o pecado não exista e não seja cometido. Nem sequer é entrar numa de “desculpa fácil”. Até chegar ao pecado há toda uma história marcada pela liberdade, infinitamente respeitada por Deus, e por subtilezas que cegaram, impedindo de ver o melhor caminho, tomando outro. Recordando os olhares de Jesus fico a pensar, ao jeito do relato da criação no Génesis, que a primeira vista divina é de bondade. A ajuda no arrependimento ou libertação começa pelo passo prévio: que a graça divina é mais forte que o pecado. Ou por outras palavras: “antes de qualquer acto teu, amo-te (ponto)”.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"May it be!"




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Hoje viajei de Aix-en-Provence para Paris. Do sul ao norte. As viagens de muitos kms ajudam-me a rezar e se são de comboio ainda mais. À oração costumo trazer muita gente: que me pede para rezar ou que tomo a liberdade de rezar por. Acredito que os caminhos da oração, como os de Deus, são insondáveis, onde por vezes basta dizer o nome da pessoa, tornando-a próxima. Nestes dias tenho rezado por alguém muito especial para mim, que me ajudou e ajuda a ser, com a sua humildade e verdade, com o seu desejo e busca de Deus. Que me ajudou a descobrir caminhos que alteraram os meus próprios rumos. Nesta viagem, trouxe-o à memória, ao coração. Pensei e rezei pelas suas viagens, pelos seus novos caminhos a fazer. Há momentos que custa estar longe e não poder abraçar e acompanhar. Por isso, seja no silêncio da oração, do pensamento, e aqui, publicamente, faço homenagem à amizade e ao teu caminho, ao teu ser peregrino, com a verdade que te caracteriza. “May it be!” E a ver se dás um pulo a Paris... há dois “pains au chocolat” à nossa espera, depois de um jantar de MacDonald’s. Abraçooooo!




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Há dias que não dá para ser profundo.



Michael Wolf

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Há dias em que não dá para ser profundo. Não dá e ponto final. Apetece dormir até mais tarde, sem preocupações de horários e cumprimentos de normas sociais. Onde não há pachorra para tanta frase-feita, para usar máscaras de “sou feliz, muito feliz, mas muito feliz mesmo”, que quando tiradas dizem “não me chateies”. Aprendi a dar espaço e tempo. Algumas vezes, quando impedia alguém de chorar, estava a evitar as minhas próprias lágrimas. E há lágrimas que têm de sair... é preciso saber acompanhá-las. Sim, há dias que não dá para ser profundo.



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ironia [e ridículo ante a morte]




Associated Press

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Em Itália, Lampedusa, enterram-se mortos numerados sem nome, com nova nacionalidade. Será a morte necessária para se ser alguém? Alguém que em vida busca precisamente viver? Em geral, quem governa carrega-se de ironia: pena dos mortos, horror dos vivos; pena do dinheiro que não tem, matando aos poucos quem vê a dignidade fugir. Entra-se, melhor, permanece-se no ridículo. Apetece gritar a dor da morte, para que os bem viventes tomem consciência que a vida não é uma reserva de Estado, nem um luxo... mas a base do ser para além da raça, sexo, cultura, religião. E percebe-se a responsabilidade que temos uns com outros.

domingo, 6 de outubro de 2013

Questões de corpo




Helmut Newton

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O corpo é de grande riqueza. Desde há tempos que se vê o ser humano como corpo que é e não que tem. No entanto, actualmente explora-se ao máximo esta dimensão em forma bastante sexualizada. Isto vende e faz babar. Perde-se a noção do pudor (que nada tem que ver com puritanismo) e a rebeldia sexual passa a ser considerada como “fashion”... junto com a má-educação e falta de respeito. E em nome do dinheiro (para alguns), ultrapassando as conveniências, tudo se torna permitido. Não, a escravatura não acabou, mudou de configuração. Pena é que se revista de arte... e liberdade de expressão.

[Escrito depois de ter lido a carta de Sinead O'Connor a Miley Cyrus e respectivas respostas]


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pequenos grandes e Animais




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Estou num encontro de estudos de temas sérios com a Religião de pano de fundo: na cultura, o fundamentalismo, na sociedade, na Bíblia. Confesso que há momentos em que me sinto perdido... no meio de tanto intelecto em língua francesa. ;) Uma pessoa lê o evangelho do dia de S. Francisco de Assis e solta uma gargalhada: “Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”. E lembro-me deste vídeo... de relação entre os Pequenos-grandes e os animais. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Livro de Elogios




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Partilho o meu primeiro elogio oficial no “Livro de Elogios”. Fiquei muito contente quando vi que, tal como existe o “Livro de Reclamações”, também existe o “Livro de Elogios”. Uma boa reclamação, com sentido e não apenas por capricho, pode ajudar a melhorar os serviços. Mas, em vez da negativa, o mesmo pode acontecer pela positiva. Saliente-se que estreei o livro naquele restaurante. ;)



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A defesa que Deus não precisa



Brice Portolano

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Na minha última grande luta com Deus percebi de coração uma coisa: Deus não precisa de defesa. Ele precisa ser testemunhado. Já não vivemos em tempos de cristandade, onde acreditar em Deus era obrigatório. Obrigatório mesmo! Sinceramente, preocupa-me mais o desamor que a descrença. Evangelizar é anunciar alguém que ama para além de qualquer característica da pessoa amada. Esse anúncio faz-se em liberdade... e é em liberdade que se aceita e se cresce na relação.